Uma jornada cronológica pelo nascimento e desenvolvimento do Rito na Europa.
Em meio ao Iluminismo, a Maçonaria transita do Operativo para o Especulativo. Em 1717, nasce a Grande Loja da Inglaterra, unificando rituais antigos.
Louis Antoine Travenol (pseudônimo Léonard Gabanon) publica o "Catecismo dos Franco-Maçons". Esta obra seminal divide a história, focando na figura de Adonhiram e distinguindo a vertente dos aprendizes e companheiros.
Em Paris, surge o Conselho para organizar o caos dos altos graus. Estudos profundos sobre os Ritos de Kilwinning e Heredom lançam as bases da maçonaria filosófica.
Louis Guillermain de Saint-Victor publica a obra canônica: "Recueil Précieux de la Maçonnerie Adonhiramite". Ela estrutura os 4 primeiros graus e consolida o Rito como uma potência filosófica.
Jean Baptiste Ragon, em sua "Ortodoxia Maçônica", atribui erroneamente a autoria ao Barão de Tschoudy. Embora incorreto historicamente (Tschoudy faleceu em 1769), seu nome ficou ligado ao misticismo do Rito.
A chegada com a Família Real e a consolidação como a raiz da Maçonaria Brasileira.
Com a vinda da Família Real, funda-se a Loja Commercio e Artes, a célula mater da Maçonaria brasileira. Sob a jurisdição do Grande Oriente Lusitano, praticava-se o Rito Adonhiramita, reunindo as maiores lideranças políticas da época.
Em 1836, é publicado o primeiro Ritual do Grau de Aprendiz no Brasil. Em 1873, o Grande Oriente do Brasil transfere a jurisdição dos graus filosóficos, nascendo o Grande Capítulo dos Cavaleiros Noaquitas, a Grande Oficina-Chefe.
Após a reestruturação de 1973, que elevou o rito aos atuais 33 graus, surge em 20 de fevereiro de 2020 o SUPRAB (Supremo Patriarcado do Rito Adonhiramita do Brasil), a potência soberana sediada em Brasília, guardiã desta tradição secular.